Lidar com as Emoções de uma Perda de Negociação
Neste vídeo, Roger Hawes, analista da Academia Corellian, aborda o tópico muitas vezes tabu das perdas de negociação, enfatizando a importância de as gerir eficazmente para se tornarem melhores negociantes a longo prazo.
Hawes defende que, além de reconhecer que as perdas fazem parte da negociação, também é importante racionalizar e controlar as suas respostas emocionais às perdas negociais. Um exemplo de negociação do dólar australiano contra o dólar americano ilustra os efeitos negativos que o mau planeamento e a tomada de decisões emocionais podem ter sobre um negociante, resultando em frustração e comportamentos potencialmente prejudiciais.
Mais, Hawes distingue entre “boas perdas”, que são geríveis e permitem aos negociantes continuarem a negociar, e perdas más, que podem corroer a confiança e o capital.
As perdas de negociação podem resultar da tomada de decisões sem um plano de negociação, desviando-se das estratégias estabelecidas e confiando em emoções como o medo e o pânico. Como tal, o vídeo enfatiza a importância da preparação, do seguimento de um plano de negociação e da monitorização contínua dos fundamentos para evitar perdas graves.
No entanto, as perdas não são todas a preto ou branco e, embora sejam certamente prejudiciais, também podem ter um lado positivo.
Como tal, o aspeto positivo de aceitar perdas como um passo para a melhoria é enfatizado por Hawes, que destaca a importância de aprender com as mesmas. Recomenda-se que os negociantes analisem as negociações, avaliem o desempenho e mantenham um registo das suas experiências de negociação. Para reconstruir a confiança, sugere-se também que se regresse gradualmente à negociação depois de fazer uma pausa e descomprimir, caso as perdas se acumulem.
Em conclusão, a evolução e o sucesso a longo prazo de um negociante dependem da disciplina, do planeamento e da aprendizagem contínua. Um negociante deve aprender a abraçar as perdas, analisá-las construtivamente e manter uma mentalidade positiva.